X Rali Internacional do A.C.P.
12 a 17 de Março


                                                                            
Fotos relativas à participação de Horácio Macedo no X Rali Internacional do A.C.P. de 1963, primeira prova internacional desse ano. Horácio Macedo venceu as principais provas complementares deste Rali e somou mais uma vitória ao seu palmarés e ao do seu 250 GT, terminando na frente do Volvo de António Peixinho e do Porsche de Basílio dos Santos.
(Fotos: Revista do ACP nº 3/4 de Março/Abril de 1963)


Horácio Macedo, vencedor absoluto do Rali Internacional do A.C.P., recebe das mãos de João Ortigão Ramos, director do A.C.P., o troféu de honra e o respectivo prémio.
(Foto: Revista do ACP nº 3/4 de Março/Abril de 1963)

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III Taça de Ouro
20 a 21 de Abril



A III Taça de Ouro foi a 5ª prova do Campeonato Nacional de Condutores de 1963, tendo sido organizada pelo Clube 100 à Hora. Foi a primeira prova de estrada competitiva, apesar da média máxima permitida em estradas nacionais – 50 Km/h. Horácio Macedo descreve uma das curvas da Rampa da Pena, cujo traçado fazia parte do percurso deste Rali, onde desistiram cerca de 70% dos participantes. Nesta altura, as provas de estrada tornaram-se extremamente difíceis, devido ao facto de os percursos de ligação e as distâncias entre os controlos percorridos em estradas municipais terem mais quilómetros do que aqueles mencionados no road-book, obrigando, desta forma, as equipas a cumprirem médias impossíveis. 
(Foto: Revista do ACP nº 5/6 de Maio/Junho de 1963)



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XIV Rali de São Pedro de Moel
8 a 10 de Junho


Ao longo do ano de 1963, Horácio Macedo continuou a usar o Ferrari 250 GT SWB as provas nacionais. No XIV Rali de São Pedro de Moel de 1963, uma prova do tipo “concentração turística” ou, como era denominada na altura, “rali de 2ª classe”, os concorrentes partiram de nove locais diferentes do País. Estiveram presentes cerca de sessenta concorrentes, entre os quais os campeões nacionais Horácio Macedo e Baptista dos Santos. Horácio Macedo impôs-se aos Porsche 1600 S de Carlos Duarte Ferreira e de Américo Nunes.
Estas provas estavam divididas em três complementares, Arranque e travagem - ganha por Carlos Duarte Ferreira, Maneabilidade - ganha pelo Austin Cooper de Silva de Mendonça e Velocidade-Regularidade - ganha por Horácio Macedo.
Na categoria de Turismo, o vencedor foi Diogo Silva de Mendonça em Austin Cooper.
(Foto: Jornal O Volante nº1206 de 15 de Junho de 1963)

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V Volta à Ilha da Madeira




Horácio Macedo venceu esta prova (7 de Julho), organizada pelo Club 100 à Hora local. Nas estradas sinuosas que caracterizavam esta prova, Horácio Macedo impôs o 250 GT.
(Fotos: Colecção Pedro Gouveia)




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I Circuito de Cascais
20 e 21 de Julho


O Circuito de Cascais ou, como lhe chamavam na altura, “Circuito da Boca do Inferno”, foi realizado pela 1ª vez no ano de 1963. 
Horácio Macedo correu na prova de Grande Turismo, juntamente com outros grandes pilotos e carros do panorama automobilístico nacional da época. Na foto, após a largada, surge na frente do Jaguar E de Luís Fernandes, que venceria a prova, vendo-se ao fundo outro Ferrari 250 GT (#1613GT), neste caso o de Álvaro Lopes, um carro que iniciou a sua carreira desportiva em 1961, e que enriqueceu o seu curriculum desportivo sobretudo em provas disputadas em Angola e Moçambique. 

Álvaro Lopes ao volante do 250 GT #1613GT da ATCA
(Foto: Col. Flávio Santos)


Horácio Macedo comandou as primeiras três voltas, cedendo a 1ª posição ao Jaguar E de Luís Fernandes. Segundo a reportagem desta prova, publicada na revista do A.C.P., Horácio Macedo conduziu de forma serena e segura o seu Ferrari a pensar, sobretudo, no Campeonato Nacional. E ficaria assim no 2º lugar, logo seguido pelo outro 250 GT SWB de Álvaro Lopes.
(Foto: Revista do ACP nº7/8 de Julho/Agosto de 1963)

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Rampa da Pena
6 de Outubro


Horácio de Carvalho Macedo posa junto ao seu 250 GT antes da partida para a Rampa da Pena de 1963, numa altura em que já havia assegurado o título de Campeão Nacional de Condutores ao vencer oito das 11 provas disputadas até essa altura. 
Na Rampa organizada pelo Clube Arte e Sport e disputada a 6 de Outubro, o piloto do Ferrari 250 GT conseguiu efectuar o percurso em 2m 06,97 s, à média de 50,7 Km/h: “Quando bati o recorde da Rampa de Sintra, fi-lo com o ralenti às 6.000 rotações, porque às 5.000 ele ainda se engasgava!”. (Jornal dos Clássicos/Março 2002) Por comparação, refira-se que em 1955 o tempo efectuado por D. Fernando de Mascarenhas fora de 2m 10,96s. O segundo classificado seria o Porsche de Fernando Basílio dos Santos, com o tempo de 2m 13,88s.
(foto: revista do ACP nº 9/10 de Setembro/Outubro de 1963)

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VI Grande Prémio de Angola
5 e 6 de Outubro

O 250 GT #2035GT de Lucien Bianchi


Luanda foi o cenário, a 6 de Outubro de 1963, de mais uma jornada de corridas que juntou, para além de um interessante lote de automóveis e pilotos, um público numeroso que encheu por completo o traçado angolano.
Foram disputadas 3 corridas, a VI Taça Cidade de Luanda, a III Taça Governo Distrito de Luanda e o esperado VI Grande Prémio de Angola, esta última, pelos pilotos e automóveis inscritos, foi a mais aguardada do dia.



Os Ferrari presentes

Grande Prémio de Angola

Nº3 - Henrique Bandeira Vieira - 250 GT #1613GT
Nº14 - Lucien Bianchi - 250 GT #2053GT
Nº20 - Guy Hansez "Remordu" - 250 GTO #3757GT


Taça Cidade de Luanda

Nº3 - Flávio Santos - 250 GT #1613GT


Logo na partida para a corrida, Herman Muller toma a dianteira e a 17 voltas do final da corrida contava já com volta e meia de avanço sobre Bianchi. Sem qualquer problema o suiço do Porsche venceu este Grande Prémio de Angola à média de 119,036 Km/h, tendo sido o único a completar as 100 voltas previstas. Lucien Bianchi ficou em 2º lugar a 1 volta. 
A volta mais rápida da corrida ficou pertença do sul-africano Brauces Niemann, à média de 125, 660 Km/h feita à 64ª volta.
Os restantes pilotos portugueses estiveram algo discretos nas suas prestações, e para além de Álvaro Lopes, o único piloto classificado foi o engº Henrique Vieira no Ferrari 250 GT SWB, automóvel que pertencia ao A.T.C.A. (Automóvel & Touring Clube de Angola), para ser utilizado por pilotos de Angola escolhidos pelo clube, tendo terminado na 11ª posição.

Classificação final

1º - Herman Muller - 100 Voltas (301,200 Km), 2.31.49,16 / 119,026 Km/h
V.M.R.: 1'.27'',24 / 124,892 Km/h / 23ª Volta

2º - Lucien Bianchi - 99 Voltas (298,188 Km), 2.32.08,03 / 117,602 Km/h
V.M.R.: 1'.29'',05 / 121,765 Km/h / 92ª Volta 
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6º - "Remordu" - 93 Voltas (230,110 Km), 2.33.06,06 / 109,753 Km/h
V.M.R.: 1'.33'',93 / 115,439 Km/h / 79ª Volta
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8º - Henrique Bandeira Vieira - 89 Voltas (268,068 Km)


VI Taça Cidade de Luanda


Flávio Santos conseguiu, ao volante do 250 GT da "ATCA" o 3º lugar na corrida


Classificação final

1º - Nogueira Pinto (Jaguar E) - 50 Voltas (150,300 Km), 1.23.09,50 / 108,660 Km/h
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3º - Flávio Santos - 49 Voltas (147,588 Km), 1.23.54,42 / 105,537 Km/h